segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Medo, este eterno companheiro!

Um belo dia descobrimos que aquela sensação que nos invadia quando nossa mãe apagava a luz do quarto poderia voltar e nas formas mais variadas possíveis, assim como seres mutantes, que terrível!
Isso quer dizer que podemos passar a vida inteira tendo esta mesma sensação em várias ocasiões, de vários tamanhos, de jeitos diferentes e para situações também diferentes. Nunca vamos nos ver livre completamente dela.
Meu Deus! E aí. O que fazer para combater um ser que se transforma a todo instante. Adquire novas formas dependendo do que se apresentar na nossa frente, mais especificamente na nossa vida.
Assim como um ladrão que nos rouba momentaneamente a paz, assim se dá com o que chamamos de medo: ele também nos toma de assalto e nos deixa paralisados, indefesos, impedidos de agir, de pensar, de tomar decisões acertadas naquele instante.
Há pessoas que se atemorizam ante ao fato de fazer uma prova de matemática, prestar exame para tirar a habilitação, um novo emprego.
São de fato muitos os nossos medos, entretanto, classifico alguns como “piores”: o medo de encarar a vida e os seus desafios, o medo de se dar, de amar, o medo de si mesmo e o medo do outro e, quando falo deste “outro”, não é alguém distante, muito pelo contrário, é aquele que escolhemos, em um dado momento, para ser muito próximo.
Quando crianças, corremos e encontramos os braços abertos de mamãe ou papai, mas, agora somos adultos, como correr. Como podemos disfarçar principalmente de nós que temos medo de outrem.
E, aí, desencadeamos desde as reações mais primárias até as piores: saímos de fininho, somos indiferentes, agredimos.
O medo do que o outro “pode fazer conosco ou de nós” é tão intenso que é melhor agir rapidamente, antes que a criatura possa sequer tomar pé da situação.
Em nome deste medo, que não admitimos, fazemos e falamos tantas coisas ruins, prejudiciais e nem percebemos.
Usamos o outro, iludimos e, muito pior, colocamos no outro uma culpa que, é inteiramente nossa, desde que nos omitimos em reconhecer que temos fraquezas, que somos iguais a todo mundo e que, portanto, somos passíveis de sentir medo.
Quantas coisas poderiam ser evitadas se tivéssemos coragem de nos olhar sem aquela nuvem com que costumamos nos encobrir. Mas, não, seguimos em frente, magoando, pisando no sentimento do outro, fazendo de conta que ele não existe.

É, de fato, é necessário coragem para confessar certas coisas, aquelas mais íntimas.

Pena que esta não vem e, até que algo se quebre nesta corrente doentia, continuamos batendo com gestos e palavras em pessoas que foram, algum dia, convidadas a entrar e sem mais nem menos, as expulsamos.

Até quando...até talvez recebermos na mesma moeda.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estranhezas!




Eu realmente prefiriria não começar a escrever pela frase...é estranho..mas, não vai ter muito jeito, porque realmente é estranho certas coisas que acontecem com a gente.


São meio inexplicáveis e talvez eu devesse dar por encerrado meu texto, mas, como sou teimosa, continuo.


Como explicar essa mistura de sentimentos com que em um dado momento você se depara: alegria com tristeza. De fato, não uma tristeza, tristeza, mas uma zinha apontando lá no fim e na camada superficial uma felicidade.


Como assim, saudade de alguém que você vai ver daqui a pouco. Saudade de alguém que está por vir, porque você vai encontrá-lo, é uma questão de...tempo e, mesmo assim, esta coisinha remoendo por dentro.


Ao mesmo tempo, vem aquela sensação de serenidade, de alegria do encontro, da expectativa do ver, do pegar, do cheirar, do ficar junto sem falar nada.


Será que isso tem explicação. Será que é melhor apenas sentir.


Sim, talvez sim. Curtir o que o momento traz e só.


Mas, tudo isso é muito...Estranho!!!