domingo, 31 de julho de 2016

Analogias

"É melhor ser alegre que ser triste..."  Diante de tantos acontecimentos diários, notícias ruins, desgraças constantes, terminamos o final do dia, da semana ou do mês como se tivéssemos engolido pedras, e pesadas, diga-se de passagem.
Pouco a pouco vamos nos "diminuindo", nos "achatando", voltando-nos para o pessimismo, o "nada dá certo". Participamos, sem que nos demos conta do coro dos desiludidos e quase desesperados; dos quase sem horizonte.
Parece estarrecedora essa constatação e é. É justamente esta a finalidade da "dramaticidade" e peso que têm essas frases acima.
Sinceramente, eu prefiro comer comida boa, sabe aquela que é feita na hora (interrogação); comida sem agrotóxico, livre de venenos; comida com cheiro de comida, simples e saborosa.
Eu prefiro andar em ruas arborizadas, bonitas, claras.
Eu prefiro vir casas com belas fachadas, prédios com suas pinturas originais ou pelo menos com cores sem rabiscos (lê-se: palavrões), com casarios que me remontem ao antigo ou com prédios modernos que me levem a um presente e-ou futuro descomplicado.
Eu prefiro pensar, sem me iludir, em coisas boas, em coisas que me enlevem e, como posso escolher, escolho não me deixar "achatar" pelo dia-a-dia, pelo mal estar que a violência, corrupção, intolerância com o outro, que os meios de comunicação nos mostra incansavelmente.
Eu escolho pensar que APESAR de tudo isso, AINDA existe o bom, o generoso, o que reza por um mundo melhor, o que cria ambientes saudáveis e pensa NO outro, AJUDA o OUTRO.
Eu escolho sempre acreditar a NÃO acreditar que existe sempre saídas.
Assim, os agrotóxicos não me atingem tanto, apesar de tentar, de jogar o lixo todo no inconsciente, eu resisto e APOSTO no humor.
De fato, "é melhor ser alegre do que ser triste"...

sábado, 2 de julho de 2016

Quando perdemos o encanto...

Resta a pergunta: quando perdemos aquele IT, aquele encanto por alguém. Quem sabe...(interrogação).
A verdade é que um dia, talvez aquele mais sonhado, quando estamos finalmente a sós com o alguém, simplesmente vimos que não era, talvez tenha sido um dia, mas, agora, não mais. Estranho. Fica uma sensação esquisita de estar "pendurada" por um fio.
Será que é isso que chamamos de "platônico", sim, deve ser. Enquanto inalcançável, proibido, no topo, parece legal, feito pra nós. E, caminhamos com o alento de algum dia...quem sabe algum dia.
E aí, fazemos charme, certos de chamar a atenção do outro, e, sim, chamamos, porque é fato, há algo de recíproco. Em um tempo qualquer houve sim um desafio de ambas as partes, algo sutil, passado despercebido pelos outros olhares. Um flerte.
Entretanto, de repente, estamos ali, lado a lado e, você olha a pessoa com olhos lavados, olhos de realidade, olhos de verdade. Não mais há.
Como somos complexos!
Todavia, é importante percebermos algumas coisas que vão acontecendo nesse meio tempo: o outro, ao perceber que a chance estava ali, se fecha, se distancia, usa de escudos. Às vezes isso fica tão claro. Por medo do desconhecido que pode abalar suas estruturas emocionais, o outro veste uma carapuça de "não é comigo, nunca foi comigo". Traz para a conversa o seu outro, ou melhor dizendo, o alguém que está na sua vida. Deixa ali, sentado entre vocês dois, uma criatura invisível, apenas para garantir que está protegido de qualquer ação mais intimista.
De qualquer forma, o que é importante em toda essa conversa é que a proximidade tem o poder de distanciar, engraçada essa dicotomia; acho que conseguimos enxergar pequenas coisas que são chatinhas, sérias demais, formais demais.
Sem dúvida formalidade é uma atitude que freia as "melhores" intenções, as "prazerosas"  intenções, isso é real. E, quando o outro se dá conta, consciente ou não dessa arma, lança mão dela.
E é isso, desencantamos, percebemos que não era aquilo tudo. Perdeu a graça.
E é isso.

domingo, 26 de abril de 2015

Descobertas

Viver deveria ser uma brincadeira né. Nada assim muito sério, uma infância eterna. A gente vive escutando dos "mais velhos", tá, de "alguns mais velhos", que tudo é muito rápido, passa muito rápido, mas, não leva muito a sério, até que..puxa! Já se passaram vinte e tantos anos. Tudo tão efémero. E levamos tudo tão ferro e fogo. Prá que mesmo...
Mas, como deveria ser então...e se fosse brincando, será que chegaríamos a essa conclusão: dessa forma foi a melhor.
Não sabemos, a verdade é que não sabemos e de quase nada. Só vivendo, só passando, só caminhando.
Um dos meus lemas é viva em qualquer circunstância. Viva seja qual for o momento. E, aí acredito que vamos descobrindo como deve ser viver.
Não, de fato não existe uma fórmula, vamos descobrindo no meio do caminho que existia outros mais curtos, mas, foi aquele que decidimos passar, não é..então, aquele era o "nosso" caminho. Nem mais perto nem mais longe, o ideal.
De qualquer forma ainda acho que deveríamos sorrir mais. Sermos mais leves. Vejamos, o que poderiamos ganhar com isso: menos rugas, menos dores, menos cabelos brancos, menos, menos..etcetc..
Certo, e aí..já que o tempo é inexorável, não volta atrás, que tal então vivermos os próximos assim...
Ah! agora talvez chegamos à formula: a primeira parte foi um misto de brincadeira, com momentos sérios. Uma descoberta diária, caindo e levantando. Nos que virão, até que sejamos o brinquedo de alguém mais novo (isso é fato..rsr), talvez fosse interessante respirarmos mais e decidirmos apostar mais em coisas que nunca pensamos. Acreditar mais nos nossos sonhos, arriscar mais, nos permitirmos mais.
É óbvio que vamos errar, é óbvio que vamos nos criticar, porque, não é porque viramos quase meio século que vamos deixar de ser nós mesmos, ter nossos conceitos. Masss...quem sabe abrir mais a guarda. Nos sujeitar mais, sermos mais ativos em coisas que seeemmpre pensamos ser e, por medo não fomos.
Ahhh! será isso...deixar de ter tanto medo. Será...Que tal então arriscar para descobrir.
É, acho que a junção de menos medo + arriscar mais seja igual a eterna descoberta. É, acabei de descobrir que só vivendo a próxima metade é que vamos descobrir.
Viver deve ser isso: uma eterna descoberta.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Maioresidades

E chega um tempo em que parece que o tempo é realmente o nosso maior amigo, que estranha esta realidade! Passamos metade da vida pensando em como deter o tempo e eis que chega um dia que admitimos calmamente que ele nos deu tantas coisas entre elas o "dom" de não mais se importar com ele.

O que de mais ilógico pode ser diante do fato que ao completarmos a maioridade somos mesmo DE Maior, mas não aquele maior que é confuso, cheio de dúvidas, indeciso etcetc...Não que estas coisinhas não continuem atrapalhando este nosso novo estado, mas, ao contrário do começo do de Maior, acredito que somos mais "irrelevantes ou irrelevadores...rer...novo termo da língua portuguesa (dizem que isto é licença poética). 

Acredito de fato que algumas coisas são deixadas mais de lado e nos ocupamos com outras que nos parecem mais valiosas, por exemplo, não insistimos com pessoas que não veem além do que o seu umbigo, ah não! Por mais que a criatura seja A criatura, ai,que cansaço!

É isso sabe, não perdemos tempo ou não perdemos tanto tempo com  o "você vem sempre aqui..." ah, não, dá um tempo! Já foi o tempo. Conta outra, canta outra.

Fico pensando se não é uma questão de tolerância zero quando este De maior chega, talvez a minha avó ou minha mãe se fossem vivas pudessem me dizer, bem, vale salientar que eu ainda não cheguei à idade delas.(risos) mas, será que estou chegando à sabedoria ou é muita pretensão de minha parte.

Não, não, é pretensão sim! Entretanto, o fato é que comemoro o tempo e uma das minhas frases prediletas é: Meu tempo é hoje...

E apenas conto com a ajuda deste sábio para quiçá ser melhor. Só. 



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Medo, este eterno companheiro!

Um belo dia descobrimos que aquela sensação que nos invadia quando nossa mãe apagava a luz do quarto poderia voltar e nas formas mais variadas possíveis, assim como seres mutantes, que terrível!
Isso quer dizer que podemos passar a vida inteira tendo esta mesma sensação em várias ocasiões, de vários tamanhos, de jeitos diferentes e para situações também diferentes. Nunca vamos nos ver livre completamente dela.
Meu Deus! E aí. O que fazer para combater um ser que se transforma a todo instante. Adquire novas formas dependendo do que se apresentar na nossa frente, mais especificamente na nossa vida.
Assim como um ladrão que nos rouba momentaneamente a paz, assim se dá com o que chamamos de medo: ele também nos toma de assalto e nos deixa paralisados, indefesos, impedidos de agir, de pensar, de tomar decisões acertadas naquele instante.
Há pessoas que se atemorizam ante ao fato de fazer uma prova de matemática, prestar exame para tirar a habilitação, um novo emprego.
São de fato muitos os nossos medos, entretanto, classifico alguns como “piores”: o medo de encarar a vida e os seus desafios, o medo de se dar, de amar, o medo de si mesmo e o medo do outro e, quando falo deste “outro”, não é alguém distante, muito pelo contrário, é aquele que escolhemos, em um dado momento, para ser muito próximo.
Quando crianças, corremos e encontramos os braços abertos de mamãe ou papai, mas, agora somos adultos, como correr. Como podemos disfarçar principalmente de nós que temos medo de outrem.
E, aí, desencadeamos desde as reações mais primárias até as piores: saímos de fininho, somos indiferentes, agredimos.
O medo do que o outro “pode fazer conosco ou de nós” é tão intenso que é melhor agir rapidamente, antes que a criatura possa sequer tomar pé da situação.
Em nome deste medo, que não admitimos, fazemos e falamos tantas coisas ruins, prejudiciais e nem percebemos.
Usamos o outro, iludimos e, muito pior, colocamos no outro uma culpa que, é inteiramente nossa, desde que nos omitimos em reconhecer que temos fraquezas, que somos iguais a todo mundo e que, portanto, somos passíveis de sentir medo.
Quantas coisas poderiam ser evitadas se tivéssemos coragem de nos olhar sem aquela nuvem com que costumamos nos encobrir. Mas, não, seguimos em frente, magoando, pisando no sentimento do outro, fazendo de conta que ele não existe.

É, de fato, é necessário coragem para confessar certas coisas, aquelas mais íntimas.

Pena que esta não vem e, até que algo se quebre nesta corrente doentia, continuamos batendo com gestos e palavras em pessoas que foram, algum dia, convidadas a entrar e sem mais nem menos, as expulsamos.

Até quando...até talvez recebermos na mesma moeda.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estranhezas!




Eu realmente prefiriria não começar a escrever pela frase...é estranho..mas, não vai ter muito jeito, porque realmente é estranho certas coisas que acontecem com a gente.


São meio inexplicáveis e talvez eu devesse dar por encerrado meu texto, mas, como sou teimosa, continuo.


Como explicar essa mistura de sentimentos com que em um dado momento você se depara: alegria com tristeza. De fato, não uma tristeza, tristeza, mas uma zinha apontando lá no fim e na camada superficial uma felicidade.


Como assim, saudade de alguém que você vai ver daqui a pouco. Saudade de alguém que está por vir, porque você vai encontrá-lo, é uma questão de...tempo e, mesmo assim, esta coisinha remoendo por dentro.


Ao mesmo tempo, vem aquela sensação de serenidade, de alegria do encontro, da expectativa do ver, do pegar, do cheirar, do ficar junto sem falar nada.


Será que isso tem explicação. Será que é melhor apenas sentir.


Sim, talvez sim. Curtir o que o momento traz e só.


Mas, tudo isso é muito...Estranho!!!

terça-feira, 10 de março de 2009

Escrever...it's necessary!


beijar, cantar, sonhar e tantas coisas mais no infinitivo: é fundamental.

Para viver e não morrer de tantas mortes diárias e desnecessárias, é bom se convencer de que só assim para ser completo. E como ser completo senão vivendo...abundantemente???