sábado, 2 de julho de 2016

Quando perdemos o encanto...

Resta a pergunta: quando perdemos aquele IT, aquele encanto por alguém. Quem sabe...(interrogação).
A verdade é que um dia, talvez aquele mais sonhado, quando estamos finalmente a sós com o alguém, simplesmente vimos que não era, talvez tenha sido um dia, mas, agora, não mais. Estranho. Fica uma sensação esquisita de estar "pendurada" por um fio.
Será que é isso que chamamos de "platônico", sim, deve ser. Enquanto inalcançável, proibido, no topo, parece legal, feito pra nós. E, caminhamos com o alento de algum dia...quem sabe algum dia.
E aí, fazemos charme, certos de chamar a atenção do outro, e, sim, chamamos, porque é fato, há algo de recíproco. Em um tempo qualquer houve sim um desafio de ambas as partes, algo sutil, passado despercebido pelos outros olhares. Um flerte.
Entretanto, de repente, estamos ali, lado a lado e, você olha a pessoa com olhos lavados, olhos de realidade, olhos de verdade. Não mais há.
Como somos complexos!
Todavia, é importante percebermos algumas coisas que vão acontecendo nesse meio tempo: o outro, ao perceber que a chance estava ali, se fecha, se distancia, usa de escudos. Às vezes isso fica tão claro. Por medo do desconhecido que pode abalar suas estruturas emocionais, o outro veste uma carapuça de "não é comigo, nunca foi comigo". Traz para a conversa o seu outro, ou melhor dizendo, o alguém que está na sua vida. Deixa ali, sentado entre vocês dois, uma criatura invisível, apenas para garantir que está protegido de qualquer ação mais intimista.
De qualquer forma, o que é importante em toda essa conversa é que a proximidade tem o poder de distanciar, engraçada essa dicotomia; acho que conseguimos enxergar pequenas coisas que são chatinhas, sérias demais, formais demais.
Sem dúvida formalidade é uma atitude que freia as "melhores" intenções, as "prazerosas"  intenções, isso é real. E, quando o outro se dá conta, consciente ou não dessa arma, lança mão dela.
E é isso, desencantamos, percebemos que não era aquilo tudo. Perdeu a graça.
E é isso.

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